segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Balduíno IV, modelo perfeito de monarca francês, espelho do próprio Cristo

Sagração real de Balduíno IV
Sagração real de Balduíno IV
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: “Possamos venerar Balduíno IV nos altares!”: Missa de réquiem em Paris 830 anos depois.



“O segundo inimigo contra o qual Balduíno teve que lutar foi a sua Corte e, nela, especialmente sua parentela.

“Se ele ao menos pudesse apoiar-se em fiéis excepcionais como o arcebispo e o cronista Guilherme de Tiro, o marechal Onfroy de Toron ou o conde Raimundo de Trípoli!

“Mas todos cobiçavam sua sucessão sem medir o peso que a mesma implicava, faziam complô e acabaram apressando o fim do monarca.

“Não foram necessários dois anos para que as intrigas levassem a regência à ruína e o reino caísse sob os golpes dos turcos.

“Nisso consistiu a funesta Batalha de Hattin. À ambição de alguns se acrescentou a vaidade de outros, enquanto na Europa, de onde a ajuda poderia vir, a indolência atiçada por rivalidades dinásticas paralisava príncipes e reis.

“Ao longo de seu reinado, Balduíno sempre foi decepcionado por aqueles que deveriam ter sido seus maiores sustentáculos.

“Com paciência, abnegação e muita dificuldade, ele se esforçou para reconciliá-los e mobilizá-los ao serviço do bem comum.

“Pois ele lutava a cada momento contra um terceiro inimigo, ainda mais íntimo: a lepra, que apodrecia seu corpo, apresentada na Bíblia como símbolo do pecado que desfigura a alma.

“Lepra: a doença que destruindo as terminações nervosas torna o corpo insensível, mas que também, devido ao horror e às enfermidades que provoca, também tran
spassa o coração de dor.
Missa de réquiem em St-Eugene Ste-Cecile pelo rei Luís XVI, da França
Missa de réquiem em St-Eugene Ste-Cecile pelo rei Luís XVI, da França

“Tanto mais quanto Balduíno tinha tudo em favor de si: era belo, inteligente, corajoso, excelente cavaleiro, um cavalheiro completo.

“Prostrado pelos assaltos progressivos desse mal incurável, ele oferecia um exemplo admirável de equilíbrio emocional e de abnegação, esquecendo-se de si mesmo para se entregar totalmente ao serviço do reino que a Providência lhe confiou.

“Foi nesse momento que se manifestou sua grandeza, e é preciso sublinhá-lo: uma grandeza sobrenatural!

“Entre os choques das ambições, da violência e da luxúria, sob o Sinal da Cruz esse filho místico não só realizou à perfeição a figura do príncipe de acordo com o Evangelho.

“Na provação da doença, na angústia solitária e na morte precoce, ele também foi um Cristo de dores coroado de ouro e de espinhos” (Pierre-Henri Simon, Discurso de recepção na Academia Francesa).

“Cristo de dores coroado de ouro e de espinhos”!

“Sim, Balduíno aceitou carregar em sua própria carne o peso dos pecados do mesmo modo como Cristo também o padeceu de modo muito real em sua carne.

“Balduíno é uma figura crística eminente, como haveria de o ser um século depois outro rei que se tornou um peregrino do Absoluto, roído por febres e morrendo deitado sobre cinzas em frente dos muros de Túnis: São Luís.

“Então, no momento de cantar o absoluto, é necessário rezar por ele? Não é mais adequado pedir-lhe que interceda por nós?

“Para que interceda pelo Médio Oriente, ao qual ele dedicou sua existência, e pela Europa, da qual ele descendia?

Balduíno IV passa a coroa a seu sobrinho Guy de Lusignan entre as intrigas da Corte
Balduíno IV passa a coroa a seu sobrinho Guy de Lusignan
entre as intrigas da Corte
“O Oriente Médio antes de tudo. Nestes dias em que o fanatismo e a barbárie dos herdeiros de Saladino aterrorizam os cristãos e os muçulmanos, seu exemplo tem toda atualidade.

“Ele lutou lealmente com armas contra seus inimigos, mas ao mesmo tempo os muçulmanos que se estabeleceram em seu reino confessaram preferir estar sob a Cruz que sob o Crescente.

“Pois ele era ao mesmo tempo justo e misericordioso, forte e corajoso.

“Nós sabemos hoje que o mundo islâmico não ganhará nada com o desaparecimento dos cristãos do Oriente. Seu humanismo aperfeiçoado pelo Evangelho é uma promessa de paz e de reconciliação para todos os que vivem nessa região.

“A continuação a Europa, nestes dias em que a nobreza da alma desertou dos palácios disputados por todos aqueles que estão morrendo de fome pelo poder.

“Vendo esses exemplos, lamentamos com desgarradora dor o tempo dos líderes com almas profundamente cristãs que se levantavam para aglutinar em torno de si os melhores e para impor respeito à matilha dos medíocres.

“Há hoje alguns que se pavoneiam à frente de nossas instituições, quando certamente não equivaleriam sequer ao serviçal que limpou o capacete do rei na manhã de Montgisard!

“A veleidade sempre existiu, mas ela deveria reconhecer pelo menos sua inferioridade diante de tais exemplos de luz.

“Uma luz toda interior, mas por isso muito mais deslumbrante, uma luz que nasceu das trevas da Sexta-feira Santa, uma luz que fortalece os corações puros e confunde os ímpios, uma luz tão contrária aos incêndios de um mundo fanático e grosseiro, ávido de poder e fascinado pela riqueza da vítima que ataca.

“Uma luz que se opõe aos fogos fátuos do mundo materialista, afogado em sua riqueza e em seu vazio existencial.

“Balduíno nos traz à memória as palavras do Profeta Samuel ao jovem Davi: “O olhar de Deus não é como o dos homens, pois o homem olha para a aparência, mas o Senhor olha para o coração” [2 Salmos 16, 7].

“Sua alma foi agradável ao Senhor, por isso Ele se apressou a sair logo do meio da perversidade”.
“Sua alma foi agradável ao Senhor, por isso
ele se apressou a sair logo do meio da perversidade”.
“Esse ensinamento é muito atual na hora em que neste mundo de aparências cosméticas e de superficialidade, estamos prestes a suprimir legalmente aqueles que nos evocam a debilidade do homem onde o poder de Deus pode transparecer.

“Hoje o moribundo, amanhã os deficientes e, por que não, depois de amanhã aqueles cuja mente não está em conformidade com o pensamento dominante.

“Não! A dignidade do homem não está na aparência do corpo, está na pureza do coração.

“Balduíno, o leproso, rei de Jerusalém, atravessou as sombrias tempestades da História como um astro de luz. De uma luz no meio das trevas cujo mistério apenas a fé pode decifrar.

“Tendo atingido em pouco tempo a perfeição, percorreu uma longa carreira. Sua alma foi agradável ao Senhor, por isso ele se apressou a sair logo do meio da perversidade”.

E o Livro da Sabedoria continua: “As multidões veem sem entender. O justo que morre condena os ímpios que vivem, e a juventude rapidamente consumada condena a longa velhice do injusto” [Sabedoria 4, 13-16].

“Nos dias em que a Igreja nos exorta a seguir mais de perto a Cristo, o exemplo de Balduíno, identificado até mesmo em sua carne com a Paixão de seu Mestre, nos convoca à força de alma, à inteligência política, a penetrar e assimilar o mistério do Salvador.

“Que nos seja dado um dia venerá-lo no alto dos altares!”


(Fonte: Le Rouge et Le Noire, 16/3/2015)


Missa de réquiem por Balduíno IV, Paris, 2015




A batalha de Montgisard





GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

“Possamos venerar Balduíno IV nos altares!”
Missa de réquiem em Paris, 830 anos depois

Na igreja de St-Eugene Ste-Cecile, foi celebrada uma missa de réquiem  pelo repouso eterno do rei de Jerusalém Balduíno IV
Na igreja de St-Eugene Ste-Cecile, Paris: missa de réquiem
pelo repouso eterno do rei de Jerusalém Balduíno IV
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A fama luminosa que envolve a figura do rei de Jerusalém Balduíno IV vara os séculos. E vem crescendo enquanto o Islã tenta sucessivos e criminosos golpes contra os restos da Civilização Cristã.

Testemunho eloquente disso foi o sermão pronunciado no sábado, 14 de março de 2015, na missa de réquiem pelo heroico rei leproso, por ocasião do 830º aniversário de sua morte.

A missa foi celebrada na igreja de Saint-Eugène-Sainte-Cécile, situada no coração de Paris, tendo o vigário, Pe. Éric Iborra, evocado a memória de Beduíno IV com estas palavras, que dispensam comentários:

“Faz o que deves, aconteça o que acontecer”. No dia 16 de março de 1185, há 830 anos, expirava Balduíno IV de Jerusalém. Ele tinha 24 anos.

“Humildemente, insensivelmente, abandonava seu corpo devorado pela doença na Jerusalém terrestre, a cuja defesa se consagrara inteiramente, para ir morar na Jerusalém celeste, residência prometida pelas Escrituras, à qual aspirava com todo o seu ser, e ali conhecer a beatitude num corpo glorioso.

“Ele, o débil, o doente, havia conseguido deter o avanço de Saladino, o maior, o mais poderoso, o mais determinado dos inimigos que a Terra Santa jamais conheceu.

“Após doze anos de reinado, ele deixava intacta a herança que lhe havia legado seu pai.

“No leito de morte, ele convocou pela última vez os grandes senhores feudais do Reino.

“O adeus a cada um foi impressionante e lancinante, pronunciado por esse ser desfigurado cujo simples semblante provocava o espanto e uma profunda compaixão.

“Em meio ao denso silêncio dos barões, um sopro de voz saía de lábios deformados com um tom tão particular e tão enternecedor, com leves defeitos de pronúncia, pedindo a todos jurar fidelidade a seu sobrinho e herdeiro, e respeitar suas derradeiras vontades relativas à regência.

Morte de Balduino IV e coroação de Guy de Lusignan, Biblioteca de Genebra, FAL_021866
Morte de Balduíno IV e coroação de Guy de Lusignan.
Biblioteca de Genebra, FAL_021866
“Tocados no mais profundo de si mesmos, transpassada sua rude carapaça por tanta grandeza e devotamento, todos juraram com emoção para comprazê-lo, e testemunharam-lhe pela última vez sua confiança, sua fidelidade e seu afeto.

“Então, Balduíno acabou de completar seu último combate.

“Foi assim que partiu Balduíno de Jerusalém, o rei leproso, ‘estoica e dolorosa figura, a mais nobre talvez da história das Cruzadas, figura cujo heroísmo, sob as pústulas e as crostas que o cobriam, continha a santidade, a verdadeira esfinge do rei francês’” [René Grousset, L’épopée des croisades, Perrin, 2000, p. 181.1].

“Uma figura desfigurada, aliás, muito esquecida – na França pelo menos –, como está esquecida também a lembrança desse reino franco da Terra Santa que seus sucessores não souberam conservar.

“Esquece-se daquele que, durante dez anos, enfrentou Saladino e o fez fugir mais de uma vez.

“Esquece-se que esse rei era um adolescente.

“Esquece-se que, durante o seu reinado, ele teve de suportar uma das provações mais severas que um ser humano possa experimentar: a da lepra.

“Esquece-se que, apesar da adversidade, seu país era próspero e as cidades, que depois foram riscadas do mapa, eram ricas!

“Lembra-se demasiadamente das falhas cometidas após sua morte e negligenciam-se as realizações notáveis de seu reinado.

“Deve-se sempre lembrar que ele emergiu vitorioso de três inimigos que o assaltaram sem descanso: Saladino, as intrigas da Corte em torno de sua sucessão, e sua doença.

“Vamos evocá-los sucessivamente.

“Saladino foi esse fanático general curdo que tomou o Egito e a Síria quando o pai de Balduíno morreu.

Balduino IV derrota Saladino perto de Ascalon
Balduíno IV derrota Saladino perto de Ascalon
“Tanto que “o reinado do infeliz jovem”, diz R. Grousset, “foi apenas uma longa agonia, mas uma agonia a cavalo, voltada contra o inimigo, que enalteceu a condição da dignidade real, do dever do cristão e da responsabilidade da Coroa nessas trágicas horas em que o drama do rei correspondia ao drama do reino” (Grousset, ibid.).

“Nunca, enquanto Balduíno viveu, Saladino conseguiu obter uma real vantagem.

“E as vitórias mais gloriosas das Cruzadas foram as do leproso adolescente.

“Coroado em 1174, ele repeliu os turcos pela primeira vez em 1176, aos 15 anos, quando acabava de atingir a maioridade.

“Em 1177, em Montgisard, quando não tinha ainda 17 anos e a situação parecia desesperada, com apenas 400 cavaleiros, ele pôs para correr um exército de 26 mil homens.

O Patriarca de Antioquia, Miguel o Sírio, narra:

“Deus, que faz a sua força aparecer nos fracos, inspirou o rei.

Montgisard
Montgisard
“Ele desceu da sua liteira, curvou-se com sua face no chão diante da Verdadeira Cruz e orou com lágrimas.

“Nessa visão, o coração dos soldados estremeceu, e eles juraram pela Cruz não recuar e considerar como um traidor quem quer que retrocedesse.

“Eles montaram seus cavalos e carregaram”.

“Foi uma vitória brilhante.

“A guerra continuou durante os três anos seguintes, culminando numa trégua infelizmente quebrada pela culpa do cruel e inconsistente Renaud de Châtillon.

“Balduíno abafou toda queixa, foi assistir seu vassalo e derrotou o sultão. E não deixou de se opor a suas renovadas ofensivas.

“Com o corpo carcomido pelas úlceras, quase cego e incapaz de deixar sua liteira, o rei galvanizou as tropas e fez o inimigo fugir, tomado de estupefação vendo a energia sobre-humana desse cadáver ambulante”.


(Fonte: Le Rouge et Le Noire, 16/3/2015)


Continua no próximo post: Balduíno IV, modelo perfeito de monarca francês, espelho do próprio Cristo



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O Islã quer se apropriar da catedral de Córdoba,
com ajuda das esquerdas e de católicos “acolhedores”

O Islã quer se apossar da catedral de Córdoba e conta com o apoio das esquerdas locais
O Islã quer se apossar da catedral de Córdoba
e conta com o apoio das esquerdas locais
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Córdoba é o símbolo do califado perdido da Andaluzia na ótica do ressentimento acumulado durante séculos pelo simbolismo islâmico, escreveu Giulio Meotti, editor cultural do diário italiano Il Foglio. 

E a catedral católica da cidade, consagrada à Assunção de Nossa Senhora, concentra as invejas, as invectivas e as ameaças islâmicas após séculos de invasão e depredações, de cruzadas e de reconquistas.

Também concentra cumplicidades das esquerdas ocidentais mais ou menos gramscianas, mas plenamente comunistas que hoje andam de mãos dadas com o Islã que volta ao assalto!

Não menos insidiosos e favoráveis ao Islã, um imprudente “ecumenismo” e uma “cultura da acolhida” constituem poderosos companheiros de viagem desses comunistas que abrem as portas ao invasor.

Na origem da catedral encontramos a basílica hispano-romana de São Vicente Mártir, profanada pelo invasor muçulmano para fazer uma mesquita. Esta foi sendo sucessivamente ampliada, até constituir a segunda maior mesquita do mundo após a da Meca.

Em 1238, o rei São Fernando fez justiça e, após recuperar a cidade assaltada, devolveu o templo ao seu destino original. Em 1523 foi erguida uma basílica cruciforme de estilo plateresco, a glorificação final da Cruz no local onde ela havia sido implantada um milênio antes.

Agora a esquerda espanhola governa a região e quer transformar a igreja em “um local de encontro das fés”. Um palavreado ecumênico que é na realidade uma armadilha mortal para assentar a base do assalto islâmico às demais religiões.

Se a empáfia islâmica aliada à esquerda espanhola e ao progressismo ecumênico conseguirem instalar Alá na Catedral de Córdoba, um tsunami de supremacia islâmica afundará o decadente cristianismo da Europa, escreveu Meotti.

Há milhares de igrejas vazias esperando para serem preenchidas pelas vozes dos muezins.

Não é por acaso que a nova ofensiva para ocupar a catedral tenha sido precedida pela invasão de Ceuta por centenas de exaltados, pela chegada de incontáveis “imigrantes” às praias espanholas e, por fim, pela série de atentados sanguinários em Barcelona e redondezas.

Durante a invasão islâmica, os muçulmanos profanaram a catedral para usá-la como mesquita e multiplicaram os arcos meio-orientais
Durante a invasão islâmica, os muçulmanos profanaram a catedral
para usá-la como mesquita e multiplicaram os arcos meio-orientais
Um coro de condenação do “imperialismo cristão” explode quando se mencionam os cruzados que foram recuperar Jerusalém, invadida na Idade Média.

A simples lembrança desses fatos de quase um milênio atrás incendeia minaretes, microfones de igrejas católicas, jornais e políticos fugindo da polícia.

Os mesmos indignados contra as Cruzadas, diante das campanhas muçulmanas para colonizar o Império Bizantino, o Norte da África, os Bálcãs, o Egito, o Oriente Médio e a maior parte da Espanha, evocam ao mesmo tempo doces períodos de intercâmbio cultural.

E apresentam a invasão atual da Europa bafejada pelo Vaticano, pela chancelaria alemã e por raquíticos Partidos Comunistas como a promessa de um futuro melhor para o continente, embora as cabeças continuem rolando um pouco por toda parte em poças de sangue.

Os supremacistas muçulmanos – diz o jornalista italiano – querem transformar lugares cristãos em islâmicos. Na catedral gótica de Saint-Denis está o túmulo de Charles Martel, que barrou a invasão muçulmana na França em 732.

Agora – registra o estudioso Gilles Kepel –, o bairro todo em volta virou “a Meca do Islã da França”. Eles aspiram pela substituição dos sinos católicos por apelos dos muezins no alto dos minaretes ou por megafones instalados nas igrejas profanadas.

Na França, líderes muçulmanos reivindicaram a transformação de igrejas abandonadas em mesquitas. Os senhores bispos ficam enternecidos com o conteúdo “ecumênico” do pedido e a possibilidade de dar mais esse sinal de “cultura da acolhida”.

Mas, se algum grupo de frades ou de sacerdotes pede essas mesmas igrejas ou conventos abandonados para restaurar a vida religiosa tradicional, encontram diante de si a recusa endurecida do novo Sinédrio.

Na mesma onda pode cair o patrimônio católico da Espanha, começando pela Catedral de Córdoba. Transformá-la em mesquita será o dobre de finados para a península ibérica e o anúncio de que “o Islã estava à beira de transformar o Mediterrâneo num lago muçulmano”, diz Meotti.

Reconquista de Córdoba por São Fernando, rei de Castela em 1236. José María Rodríguez de Losada (1826 - 1896)
Reconquista de Córdoba por São Fernando, rei de Castela em 1236.
José María Rodríguez de Losada (1826 - 1896)
Isso não é mera coincidência quando o Islã vai conquistando novas extensões de terras no Oriente Médio e na África na ponta dos fuzis e das facas de degola ritual.

A UNESCO já virou os termos de ponta cabeça e trata a catedral católica da Assunção de “Grande Mesquita de Córdoba”.

Os mapas do Estado Islâmico denominam Espanha de “Al-Andalus”. E os planos para a sua nova invasão não são mais segredo: estão publicados na Internet em várias versões.

O herdeiro de Bin Laden, Ayman al-Zawahiri, definiu que “a volta de Andalus para as mãos muçulmanas é um dever da umma (comunidade muçulmana)”. Os jihadistas sírios chamam a Espanha de “terra de nossos antepassados”.

Com a recente onda migratória, a população islâmica espanhola quase dobrou nos últimos dez anos: cerca de um milhão em 2007 para 1,9 milhões hoje. E a ocupação pacífica dos territórios dos infiéis é uma forma de fazer a guerra santa, ou jihad.

Mas isso não é o pior. Um abaixo assinado de 350 mil pessoas, promovido pela esquerda espanhola, pediu a expropriação da catedral católica de Córdoba.

E as autoridades dessa cidade negaram os direitos da Igreja Católica sobre sua centenária catedral, declarando que “a consagração religiosa não é a maneira certa de adquirir propriedades”.

O argumento deveria valer para o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, renunciar à ocupação da catedral de Hagia Sophia em Istambul e devolvê-la aos cristãos.

Mas, quando se trata de favorecer o inimigo secular da Cristandade, as esquerdas e os “católicos acolhedores” mandam a lógica às favas.

“Ecumênicos” e esquerdistas não sabem de nada disso!

Dois pesos e duas medidas...

Muçulmanos rezando na Washington National Cathedral. É o destino que eles querem dar a todas as igrejas cristãs
Muçulmanos rezando na Washington National Cathedral.
É o destino que eles querem dar a todas as igrejas cristãs
Como observou The Wall Street Journal, “os católicos da Reconquista são lembrados como fanáticos primitivos, ao passo que o califado é apresentado como um paraíso de tolerância e aprendizado”.

Em poucas e hipócritas palavras, em discurso proferido no Cairo em 2009, Barack Obama elogiou a “orgulhosa tradição de tolerância” do Islã como um exemplo.

O financiamento para a transformação da Catedral em mesquita já está garantido pelo Catar e pela Arábia Saudita, segundo denunciou o analista do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos do Ministério da Defesa, coronel Emilio Sánchez de Rojas.

O Oriente Médio está repleto de igrejas transformadas em mesquitas, como a Omeyade em Damasco, Ibn Tulun no Cairo e a Catedral Hagia Sophia em Istambul.

A Igreja Católica já se posicionou. O bispo de Córdoba, Dom Demetrio Fernández falou que “dividir o espaço da catedral com os muçulmanos seria o mesmo que dividir a esposa com outro homem”.

O problema é que, após a Amoris laetitia, essa bigamia pode vir a ser interpretada como uma realidade digna de acompanhamento, acolhida, integração paroquial e até de ser abençoada pela práxis eclesial.

Se esses islamistas, apoiados pelos militantes seculares, forem capazes de trazer Alá de volta para a Catedral de Córdoba, um tsunami de supremacismo islâmico engolirá o Cristianismo minado da Europa, porque milhares de igrejas esvaziadas poderão servir de teatro sinistro para os urros dos muezins contra Cristo e sua igreja – conclui o diretor cultural de “Il Foglio”.







GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Líderes islâmicos exploram
rede de escravidão sexual na Grã-Bretanha

Os tribunais islâmicos agem por fora da lei, amparados por normas legais inglesas
Os tribunais islâmicos agem por fora da lei, amparados por normas legais inglesas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na Europa, berço da Civilização Cristã, a exploração da mulher por meio de normas anticristãs dissimuladas em “direitos” ou “liberdades” parece tocar cada dia um fundo mais baixo.

O mau exemplo europeu, como que obedecendo a uma orquestração matemática, espalha-se depois pelo resto do mundo civilizado.

Isso resulta de leis europeias. Mas pouco se fala da degradação da condição feminina em decorrência das regras islâmicas e dos ensinamentos de Maomé que entram na Europa levadas pelas ondas invasoras de migrantes.

A grande mídia, tão engajada em “defender” os “direitos da mulher”, abafa ou faz vistas grossas a esses abusos.

Khadija Khan, jornalista e cronista sediada no Paquistão, escreveu para o Gatestone Institute um trabalho esclarecedor sobre uma das formas de perversidade sexual islâmica que está se alastrando no Reino Unido.

Ela denunciou que os líderes islâmicos no Reino Unido administram costumes perversos no trato das mulheres muçulmanas. E que as autoridades inglesas fazem vistas grossas às execráveis práticas que acontecem bem debaixo de seu nariz.

Mas a Inglaterra não é o único país onde isso ocorre. Há inclusive eclesiásticos que, sob o pretexto de “ecumenismo”, “diálogo” e “acolhida”, tentam “tapar o sol com a peneira” em relação aos costumes perversos do Islã.

A BBC investigou o costume maometano da “halala” − ritual que permite a uma muçulmana divorciada de casar-se novamente com seu ex-marido, após ter-se unido antes com outro homem com o qual consumou a união e do qual em seguida se divorciado.

Costumes islâmicos estão sendo aplicados pelos tribunais corânicos com empáfia
Costumes islâmicos estão sendo aplicados pelos tribunais corânicos com empáfia
Esse anormal costume serve de cobertura para a escravidão sexual organizada, coisa que não espanta caso se confira o lúbrico Corão.

A jornalista revelou que os imãs na Grã-Bretanha não só estão incentivando essa prática como também lucrando financeiramente com ela.

Esta depravação fez com que muitas mulheres estejam sendo mantidas reféns, literal e figurativamente, de homens que são pagos para se tornarem segundo marido delas.

O ritual é praticado por diversas seitas islâmicas, como a hanafi, barelvi e a deobandi, descreve Khadija Khan.

Quando o marido repete a palavra divórcio em árabe – talaq – três vezes à sua esposa, essas seitas consideram o casamento muçulmano nulo e sem efeito. A mulher é posta sumariamente na rua.

É isso ainda mais rápido do que uma declaração de nulidade, como as que passaram a ser emitidas recentemente pela Santa Sé.

Para que a mulher seja autorizada a voltar ao marido que a repudiou, ela deverá primeiro casar-se com outro homem, ter relações sexuais com ele, e aguardar que esse segundo marido se divorcie dela.

Seminários europeus, mesquitas e serviços na Internet anunciam e promovem impune e abertamente a halala, que é raramente monitorada pelas autoridades.

Na Grã-Bretanha, a halala é um negócio em franca expansão, diz a jornalista, com websites e redes sociais oferecendo às mulheres segundos maridos por quantias exorbitantes.

A perversidade não para aí. Nessa história há ainda um lado mais sombrio, explica Khadija Khan. Segundo a Lei Islâmica (Sharia), o segundo marido não tem nenhuma obrigação de conceder um divórcio rápido à esposa, o que lhe permite mantê-la como virtual escrava sexual pelo tempo que bem entender.

A BBC ficou sabendo de mulheres abusadas sexualmente por meses a fio pelo segundo marido. Segundo o jornal “The Guardian”, o Conselho da Sharia da Grã-Bretanha trata de centenas de casos desses cada ano.

Dito Conselho, segundo a jornalista, é cúmplice de uma pandemia de estupros acobertados pela Lei Islâmica.

O Conselho Islâmico da Sharia, espécie de tribunal, é cúmplice dos abusos
O Conselho Islâmico da Sharia, espécie de tribunal, é cúmplice dos abusos
Pois o Conselho só declara que essa escravidão sexual é totalmente legal segundo a sharia.

Embora isso viole a lei britânica, os imãs proíbem os jovens muçulmanos de se casarem pelo sistema nacional, intimando-os a fazê-lo pela sharia. Dessa maneira acabam ficando à mercê das autoridades islâmicas em assuntos de família, incluindo o divórcio.

A ONG Muslim Women's Network encaminhou abaixo-assinado ao governo britânico e à Comissão Especial para Assuntos Internos pedindo que o Conselho da Sharia seja investigado.

Ao que o Conselho respondeu que o abaixo-assinado era “islamofóbico”. Para pior, a parlamentar Naz Shah, do Partido Trabalhista, defendeu o Conselho da Sharia e sua administração da escravidão sexual.

Para a jornalista Khadija Khan, o governo britânico se omite diante da falta de decoro do Conselho da Sharia e da pandemia dessa farsa perversa.

A invasão islâmica do Ocidente ex-cristão vem trazendo problemas de imoralidade até agora impensados.

Essa forma dissimulada da escravidão sexual é teoricamente condenada em solenes declarações políticas ou de representantes do Vaticano.

Porém, na prática, os mesmos políticos e eclesiásticos estendem os braços e acobertam os sádicos chefes religiosos corânicos avançando propostas de diálogo das culturas e ecumenismo que não estão sendo levadas a sério.



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS